22 outubro 2009
DESPEDIDA...
Mas, como diz o ditado, “A linha de chegada de um caminho é a linha de partida de outro”. Olhemos para frente... Passaremos, se Deus quiser. E os nossos caminhos definitivamente tomarão rumos diferentes. Não nego que, ora ou outra, por acaso, nossos caminhos irão se cruzar — naqueles momentos em que exclamaremos “Nossa, você por aqui!” ou algo do tipo. Porém nos despediremos com um “Até logo” e continuaremos a seguir, sozinhos, nossos caminhos.
Depois de alguns anos, vamos formar. Arranjaremos empregos, um melhor que o outro, e ganharemos cada vez mais. Poderemos sustentar nossa família, educar nossos filhos. Enfim, vamos ser felizes, como sempre acreditamos. Não é?
Acho que não. Sinceramente, acho que falta alguma coisa... E até por isso, escrevo este texto. Este texto é um alerta para que repensemos nossos objetivos futuros. Existem outros tópicos que devem ser incluídos, para que de verdade sintamos realizados no futuro. E basta olhar atentamente ao nosso redor, nas nossas ruas, nos nossos sinaleiros, nas nossas escolas públicas, que vocês entenderão os outros tópicos dos quais eu falo...
Há um mundo lá fora que clama por ajuda. A gente sabe que existem inúmeras diferenças sociais que abalam o Brasil, já estudamos isso em Geografia. Sabemos inclusive as causas antigas de tanta desigualdade, porque isso faz parte do programa de História. Já escrevemos, em várias redações, que “as desigualdades sociais que abalam o Brasil são gritantes” ou algo do gênero, e fomos elogiados por isso. Agora, estamos entrando na faculdade, prestes a receber conhecimentos específicos do nosso curso, prestes a entrar no mercado de trabalho e em contato direto com várias pessoas da sociedade. Podemos modificá-la, para melhor ou para pior...Penso que devemos utilizar nosso conhecimento a serviço não só da nossa vida, mas da vida dos outros, daqueles que precisam de ajuda.
Peço para o meu amigo que será professor de História, meus amigos que serão professores de Biologia e de Educação Física, peço que vocês não abandonem o colégio público quando vier uma oportunidade de emprego com melhores salários, porque os pobres garotos de lá precisam de profissionais bons como vocês. Peço para os meus amigos médicos e psicólogos, quando verem bater a porta de seus consultórios pessoas necessitadas, sem nenhum plano de saúde, desesperados por ajuda, que vocês estendam-lhe as mãos, mesmo que vocês não recebam nada por isso.
Peço para meus amigos engenheiros respeitarem os seus peões de obras, que seguirão exatamente aquilo que você pedir. Eles são seres-humanos, tem família, são iguaizinhos a gente — a única diferença é que ele não teve oportunidade de estudar, e você sim. Peço para meus companheiros de curso, meus amigos juízes, promotores, que vocês vejam nestes salários de 10 mil reais não uma maneira de acumular dinheiro e viajar para outros países, mas uma maneira boa de ajudar os outros, sustentando creches, abrigos, ONGs, ou, quem sabe, criando a sua própria ONG! Pode ter certeza de que eu estarei lá, na inauguração...
Meus amigos jornalistas! Não exponham apenas críticas em seus textos. Dê soluções! O governantes precisam de suas sóbrias opiniões. Meu amigo publicitário, não use a sua criatividade apenas para vender o produto de uma empresa e deixá-la ainda mais rica — use-a também divulgando pequenos projetos filantrópicos que precisam de doações e devem ser conhecidos.
Desejo, acima de tudo, sucesso para todos. Que nós guardemos para nossas vidas essa energia boa, alegre. Percebam que é isso que faz unir toda a sala! Mesmo sendo algo meio mongol, é isso que semeia nosso cotidiano enfadonho com alegria — porque a alegria é simples e boba assim mesmo. Não deixemos isso guardado num álbum de fotografias, levemos isso para nossas vidas, transmitindo essa energia boa para todos ao nosso redor — a família, os colegas de trabalho, as pessoas que vamos ajudar...
Chega a hora de nossa despedida. Foi muito bom tudo isso, todo o cansaço, a luta, a alegria, a paciência em ouvir minha voz cada vez que eu lia um texto, muito obrigado. Mas não fiquemos olhando para trás, dizendo “Como foi bom...”. Vamos olhar para frente, e dizer “Vai ser ainda melhor”. Porque o futuro, o futuro desse Brasilzão bonito mas ao mesmo tempo tão feio, esse futuro é nosso. E, portanto, de nossa responsabilidade.
Epílogo
Além de Harry Potter e as Relíquias da Morte
Harry torna-se auror para o Ministério da Magia e depois vira chefe do departamento. Ele guarda a moto de Sirius que Arthur Weasley consertou para ele, mas ele não consegue mais falar a língua das cobras, pois o fragmento da alma de Voldemort que existia nele, foi destruida.
Gina se torna jogadora profissional de quadribol, mas desiste para construir uma família com Harry e depois se torna a principal colunista de esporte no Profeta Diário.
Ron vai trabalhar nas Gemialidades Weasley e depois se junta a Harry como auror.
Hermione encontra seus pais na Australia e remove o feitiço deles. Depois começa a trabalhar no Departamento de Execução das Leis da Magia, onde foi uma voz ativa que garantiu o fim das opressivas leis a favor dos bruxos puro-sangue.
Draco Malfoy casou-se com Astoria Greengrass, personagem jamais citada nos livros. Ele e Harry não se tornaram amigos, mas Draco nutre uma gratidão rancorosa pelo rival ter salvo sua vida.
George Weasley continua com sua loja e dá o nome de seu primeiro filho, de Fred Weasley em homenagem à seu irmão.
Luna Lovegood vive à procura dos bichos estranhos que só ela conhece, mas depois casa com o neto do autor de Animais Fantásticos e Onde Habitam, Rolf Scamander. A revista de seu pai O Pasquim continua sendo publicado e é conhecido por suas loucuras.
Firenze é aceito de volta no seu bando de centauros.
Dolores Umbridge é presa por crimes contra Sangue-Ruins.
Cho Chang se casou com um Trouxa.
Neville se torna professor de Herbologia de Hogwarts e se casa com Ana Abott.
Kingsley Shacklebolt torna-se Ministro da Magia, com Percy Weasley trabalhando como seu braço direito e, juntos, fizeram com que Azkaban não usasse mais dementadores (dementors).
Horcruxes
No sexto livro da saga Harry Potter e o Enigma do Principe são reveladas algumas coisas sobre horcruxes. Com o último livro são reveladas todas as horcruxes criadas por Voldemort para sua sobrevivência.
As sete Horcruxes de Voldemort são:
Diário de Tom Riddle - destruído por Harry Potter com um dente de basilisco, 2.º livro.
Medalhão de Salazar Slytherin - destruído por Ron Weasley com a espada de Godric Gryffindor, 7.º livro.
Taça de Helga Hufflepuff - destruída por Hermione Granger com um dente de basilisco, 7.º livro.
Diadema de Ravenclaw - destruído pelo Fogomaldito de Vincent Crabbe, 7.º livro.
Anel dos Gaunt - destruído por Alvo Dumbledore com a espada de Godric Gryffindor, 6.º livro.
Serpente Nagini - destruída por Neville Longbottom com a espada de Godric Gryffindor, 7.º livro.
Harry Potter - destruído pelo próprio Voldemort ao tentar matar Harry Potter com a Maldição da Morte - Avada Kedavra -, retirando a partícula da alma de Voldemort, 7.º livro.
Capítulos do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte
02 - In Memoriam
03 - A Partida dos Dursley
04 - Os Sete Potter
05 - O Guerreiro Caído
06 - O Vampiro de Pijama
07 - O Testamento de Dumbledore
08 - O Casamento
09 - Um Esconderijo
10 - A História de Monstro
11 - O Suborno
12 - Magia é Poder
13 - A Comissão de Registro dos Nascidos Trouxas
14 - O Ladrão
15 - A Vingança do Duende
16 - Godric's Hollow
17 - O Segredo de Batilda
18 - A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore
19 - A Corça Prateada
20 - Xenofílio Lovegood
21 - O Conto dos Três Irmãos
22 - As Relíquias da Morte
23 - A Mansão dos Malfoy
24 - O Fabricante de Varinhas
25 - O Chalé das Conchas
26 - Gringotes
27 - O Esconderijo Definitivo
28 - O Espelho Desaparecido
29 - O Diadema Perdido
30 - A Demissão de Severo Snape
31 - A Batalha de Hogwarts
32 - A Varinha das Varinhas
33 - A História do Príncipe
34 - De Volta à Floresta
35 - King's Cross
36 - A Falha no Plano
Epílogo - Dezenove Anos Depois
Leia trecho do livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe
SECTUMSEMPRA Exauto, mas feliz com o trabalho daquela noite, Harry contou tudo o que acontecera a Rony e Hermione durante a aula de Feitiços na manhã seguinte (tendo primeiro lançado o feitiço Abaffiato sobre os colegas que estavam mais próximos). Os dois ficaram bem impressionados com o modo com que ele extraíra a memória de Slughorn, e decididamente assombrados com o seu relato sobre as Horcruxes de Voldemort e a promessa de Dumbledore de levá-lo em sua companhia, se encontrasse outra.– Uau – exclamou Rony, quando o amigo finalmente terminou de contar tudo; Rony acenava com a varinha em direção ao teto, sem prestar a mínima atenção ao que estava fazendo. – Uau. Você vai realmente acompanhar Dumbledore... e tentar destruir... uau.– Rony, você está fazendo nevar – avisou Hermione, pacientemente, agarrando o pulso do garoto e desviando sua varinha do teto, de onde, de fato, tinham começado a cair grandes flocos de neve.Harry notou que Lilá Brown, de uma das mesas vizinhas, observava Hermione com raiva e olhos muito vermelhos, e que Hermione largou imediatamente o braço de Rony.– Ah, é – exclamou Rony, olhando para seus ombros vagamente surpreso. – Desculpem... parece que agora todos estamos com uma caspa horrível...Ele espanou um pouco da falsa neve dos ombros de Hermione. Lilá caiu no choro. Rony pareceu sentir uma imensa culpa e deu as costas para a garota.– Nós terminamos – disse ele a Harry pelo canto da boca. – Na noite passada. Quando me viu saindo do dormitório com a Hermione. Obviamente, ela não pôde ver você, então pensou que estávamos sozinhos.– Ah – exclamou Harry. – Bem... você não está ligando para isso, está?– Não – admitiu Rony. – Foi bem chato ouvir os gritos dela, mas pelo menos eu não precisei terminar.– Covarde – disse Hermione, embora parecesse achar graça. – Bem, foi uma noite ruim para os namoros em geral. Gina e Dino também terminaram, Harry.Harry achou que havia uma expressão de entendimento nos olhos de Hermione ao dizer aquilo, mas era impossível que ela soubesse que suas entranhas repentinamente começaram a dançar uma conga; mantendo os músculos do rosto imóveis e a voz o mais indiferente possível, ele perguntou:– Por quê?– Ah, por uma coisa realmente boba... Gina falou que ele estava sempre querendo ajudar na hora de passar pelo buraco do retrato, como se ela não soubesse subir sozinha... mas o namoro já estava balançando há um tempão.Harry olhou para Dino do lado oposto da sala de aula. Certamente o garoto parecia muito infeliz.– Claro que isto deixa você num dilema, não é?– Como assim? – perguntou Harry imediatamente.– A equipe de quadribol. Se Gina e Dino não estão se falando...– Ah... ah, é – concordou Harry.– Flitwick – alertou Rony. O minúsculo professor de Feitiços vinha saltitando em direção a eles, e Hermione era a única que conseguira transformar vinagre em vinho; seu balão de ensaio estava cheio de um líquido muito vermelho, enquanto os de Harry e Rony continuavam castanho-turvos.– Vamos, vamos, rapazes – censurou-os o professor Flitwick com sua voz fininha. – Menos conversa e um pouco mais de ação... quero ver vocês experimentarem.Juntos, eles ergueram as varinhas, concentrando-se ao máximo, e apontaram-nas para os balões. O vinagre de Harry virou gelo; o balão de Rony explodiu.– Então... para casa... – disse o professor Flitwick, saindo de baixo da mesa e tirando estilhaços de vidro do chapéu – praticar.Os três amigos tiveram um dos seus raros períodos livres em comum depois de Feitiços, e voltaram juntos para a sala comunal.Rony parecia estar positivamente descontraído com o fim do seu relacionamento com Lilá, e Hermione também parecia animada, embora, quando lhe perguntassem por que estava sorrindo, ela respondesse simplesmente: "Está fazendo um belo dia." Nenhum dos dois parecia notar que uma feroz batalha devastava o cérebro de Harry.Ela é irmã do Rony.Mas ela deu o fora no Dino!Ela continua sendo irmã do Rony.Eu sou o melhor amigo dele!Isso só vai piorar as coisas.E se eu falasse com ele primeiro...Ele bateria em você.E se eu não ligar?Ele é o seu melhor amigo!Harry nem reparou que estavam passando pelo buraco do retrato para entrar na ensolarada sala comunal, e apenas registrou vagamente a rodinha de alunos do sétimo ano até que Hermione gritou:– Cátia! Você voltou! Você está o.k.?Harry arregalou os olhos: era de fato Cátia Bell, parecendo completamente saudável e cercada por amigos radiantes.– Estou realmente boa! – disse ela feliz. – Eles me deram alta no St. Mungus na segunda-feira, passei uns dias em casa com meus pais e voltei para Hogwarts hoje de manhã. Liane acabou de me contar o que o McLaggen fez no último jogo, Harry...– É, bem, agora que você já voltou e Rony está em forma, teremos uma chance decente de dar uma surra na Corvinal, o que significa que ainda poderíamos estar na disputa pela Copa. Escuta, Cátia...Harry não pôde esperar para lhe fazer a pergunta; a curiosidade chegou a varrer temporariamente Gina do seu cérebro. Ele baixou a voz quando os amigos de Cátia começaram a juntar seus pertences; pelo jeito estavam atrasados para a aula de Transfiguração.– ... aquele colar... você agora lembra quem lhe deu?– Não – respondeu Cátia, sacudindo a cabeça pesarosa. – Todo o mundo está me perguntando, mas não faço a menor idéia. A última coisa de que me lembro é que entrei no banheiro feminino no Três Vassouras.– Então, definitivamente você entrou no banheiro? – indagou Hermione.– Bem, eu sei que abri a porta, então imagino que quem me lançou a Maldição Imperius estava parado ali atrás. Depois disso, minha memória apagou tudo até as duas últimas semanas no St. Mungus.Escutem, é melhor eu ir andando, a McGonagall é bem capaz de me passar uma frase de castigo, mesmo sendo o primeiro dia da minha volta...Cátia apanhou a mochila e seus livros e correu atrás dos amigos, deixando Harry, Rony e Hermione se sentarem a uma das mesas junto à janela para pensar no que ela acabara de contar.– Então deve ter sido uma garota ou uma mulher quem deu o colar a Cátia – arriscou Hermione –, para estar no banheiro feminino...– Ou alguém com a aparência de uma garota ou de uma mulher – interpôs Harry. – Não esqueça que existe um caldeirão de Polissuco em Hogwarts. Sabemos que roubaram um pouco...Mentalmente, Harry viu um desfile de Crabbes e Goyles passando, todos transformados em garotas.– Acho que vou tomar outra dose de Felix – anunciou Harry –, e fazer uma nova tentativa para entrar na Sala Precisa.– Isto seria um completo desperdício de poção – disse Hermione taxativamente, descansando o exemplar do Silabário de Spellman que acabara de retirar da mochila. – A sorte só pode levar uma pessoa até certo ponto, Harry. A situação com Slughorn foi diferente; você sempre teve habilidade para convencer o professor, só precisou dar um empurrãozinho nas circunstâncias. Mas não basta sorte para você passar por um poderoso encantamento. Não gaste à toa o resto da sua poção! Vai precisar de toda a sorte que puder arranjar, se Dumbledore levar mesmo você com ele... – Sua voz transformou-se num sussurro.– Será que não podíamos preparar mais um pouco? – Rony perguntou a Harry ignorando Hermione. – Seria o máximo ter um estoque de poção... dê uma olhada no livro...Harry apanhou seu exemplar de Estudos avançados no preparo de poções na mochila e procurou a Felix Felicis.– Caramba, é a maior complicação – exclamou, correndo os olhos pela lista de ingredientes. – E leva seis meses... é preciso deixar cozinhar em fogo lento...– Só podia ser – comentou Rony.Harry ia guardando o livro de novo quando notou o canto de página dobrado; abrindo-a, viu o feitiço Sectumsempra, com a legenda "Para inimigos", que ele marcara algumas semanas antes. Ainda não descobrira para que servia, principalmente porque não queria testá-lo perto de Hermione, mas estava pensando em experimentar em McLaggen da próxima vez que encontrasse o garoto de costas, distraído.A única pessoa que não ficou muito feliz ao ver Cátia Bell voltar à escola foi Dino Thomas, porque não precisaria mais substituí-la como artilheiro. Ele suportou o golpe estoicamente quando Harry lhe deu a notícia, limitando-se a resmungar e sacudir os ombros, mas Harry teve a nítida impressão, ao se afastar, de que Dino e Simas estavam reclamando, inconformados, às suas costas.A quinzena seguinte registrou os melhores treinos de quadribol que Harry conhecera como capitão. Sua equipe estava tão satisfeita de se livrar de McLaggen, tão contente de ter Cátia finalmente de volta, que todos estavam voando excepcionalmente bem. Gina não parecia nem um pouco chateada com o fim do namoro com Dino; pelo contrário, era a vida e a alma da equipe. Suas imitações de Rony, subindo e descendo na frente das balizas quando a goles vinha em sua direção, ou de Harry, berrando ordens a McLaggen antes de ser nocauteado, divertiam constantemente os jogadores.Harry, rindo com os outros, ficava satisfeito de ter um motivo inocente para olhar Gina; ele recebera outros tantos balaços durante os treinos porque não estava mantendo os olhos no pomo. A batalha continuava a devastar o seu cérebro: Gina ou Rony? Por vezes, ele achava que o Rony pós-Lilá talvez não se importasse tanto se ele convidasse Gina para sair, então se lembrava da expressão do amigo quando vira a irmã beijando Dino, e tinha certeza de que Rony consideraria uma vil traição se ele sequer segurasse a mão de Gina...Contudo, Harry não podia deixar de falar com Gina, rir com ela e voltar do treino, caminhando, com a garota; por mais que sua consciência doesse, ele vivia imaginando a melhor maneira de encontrála a sós: o ideal teria sido Slughorn dar uma de suas festinhas, onde Rony não estaria por perto. Infelizmente, o professor parecia ter desistido das reuniões. Uma ou duas vezes, Harry considerou pedir a ajuda de Hermione, mas achou que não agüentaria o ar de presunção que veria no rosto da amiga; pensou já tê-lo visto quando Hermione o surpreendia olhando para Gina ou rindo de suas brincadeiras. E, para complicar, havia a preocupação insistente de que, se não a convidasse, logo alguém certamente o faria: pelo menos, ele e Rony estavam de acordo que Gina era popular demais para seu próprio bem.De um modo geral, a tentação de tomar outro gole de Felix Felicis tornava-se mais forte a cada dia que passava, porque, sem dúvida, este era um caso, segundo dissera Hermione, de "dar um empurrãozinho nas circunstâncias", não? Os dias mornos e agradáveis foram desfilando mansamente pelo mês de maio, e Rony parecia estar colado em seu ombro toda vez que ele via Gina. Harry viu-se desejando um feliz acaso que fizesse Rony perceber que nada lhe agradaria mais do que seu melhor amigo e sua irmã se apaixonarem e deixar os dois sozinhos por mais do que uns poucos segundos. Parecia, no entanto, não haver chance de nada disso acontecer nas vésperas da última partida de quadribol da temporada; Rony queria discutir táticas com Harry o tempo todo, e praticamente não pensava em outra coisa.Neste particular, Rony não era original; o interesse pela partida Grifinória-Corvinal aumentava extraordinariamente em toda a escola, porque o confronto decidiria o campeonato, que continuava em aberto. Se a Grifinória vencesse a Corvinal por uma margem de trezentos pontos (uma tarefa difícil, embora Harry nunca tivesse visto sua equipe voar melhor), o campeonato seria deles. Se vencessem por menos de trezentos pontos, terminariam em segundo lugar, atrás da Corvinal; se perdessem por uma diferença de até cem pontos, chegariam em terceiro lugar, atrás da Lufa-Lufa, e, se perdessem por mais de cem pontos, ficariam em quarto lugar e ninguém, pensava Harry, nunca, jamais o deixaria esquecer que fora o capitão que levara a Grifinória à lanterna do campeonato nos últimos dois séculos.Os dias que precederam essa partida crítica apresentaram todos os problemas costumeiros: os jogadores das Casas rivais tentavam intimidar as equipes adversárias nos corredores; cantavam refrões grosseiros sobre os jogadores à sua passagem; os membros das equipes se exibiam pela escola, deliciando-se com as atenções ou correndo ao banheiro nos intervalos das aulas para vomitar. Por alguma razão, na mente de Harry, o jogo se tornara indissociável do sucesso ou fracasso de seus planos em relação a Gina. Ele não podia deixar de sentir que, se ganhassem por mais de trezentos pontos, as cenas de euforia e uma estrondosa comemoração pós-jogo seriam tão eficazes quanto uma boa dose de Felix Felicis.
09 outubro 2009
08 outubro 2009
CREPÚSCULO

"Proibida de lembrar, com medo de esquecer era uma situação limite.Corri para meu quarto, deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmente resolva aparecer. Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, estando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar, apesar ao passar do tempo. Racionalmente eu sabia que meus pulmões ainda estavam intactos, e no entanto eu arfava e minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som de minha pulsação. Eu me encolhi, abraçando as costelas para não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.E no entanto , achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia a dor - a perda dolorosa que se irradiava de meu peito, provocando ondas assustadoras de dor pelos membros e pela cabeça - mas era administrável. Eu podia sobreviver a isso.Não parecia que a dor tivesse diminuido com o tempo, na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la. O que quer que tivesse acontecido naquela noite - e que tenha sido responsabilidade dos zumbis, da adrenalina, ou das alucinações - tinha me despertado.
Pela primeira, vez em muito tempo, eu não podia e nem sabia o que esperar da manhã."
[...]Stephenie Meyer
07 outubro 2009
AMIZADES...
INSPIRADA
- Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu coração.
- Para lidar consigo mesmo, use a cabeça, para lidar como os outros, use o coração, raiva é a única palavra de perigo.
- Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele; Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.
- Quem perde dinheiro, perde muito, Quem perde um amigo, perde mais. Quem perde a fé, perde tudo.
- Jovens bonitos são acidentes da natureza: Velhos bonitos são obras de arte.
- Aprenda também com o erro dos outros, você não vive tempo suficiente para cometer todos os erros.
- amigos de verdade...são poucos!quer saber quantos amigos vc tem?
- faça uma festa! quer saber os verdadeiros?
- fique doente!
- amigo verdadeiro é para todas as horas.
Há quem passa...e deixa só cicatrizes.
Há quem passa...banhando-se em lágrimas.
Há quem passa...disposto a secá-las.
Há quem passa...torcendo por sua vitória.
Há quem passa..aplaudindo nossos fracassos.
Há quem passa... ajudando-nos a levantar.
Há quem passa...fazendo-nos cair.
Há quem passa...como sombra.
Há quem passa...como luz.
Há quem passa..como pedra no meio do caminho.
Há quem ...para todo deslize vê uma falha irreparável.
Há quem...nos oferece o perdão.
Há quem... ignora nossos erros.
Há quem... nos ajuda a corrigir.
Há quem passa...rápido, veloz, despercebido.
Há quem...deixa marcas profundas.
Há quem ...simplesmente passa.
Há porém quem... fica para sempre no meu coração.



